Bagdá, 8 jul (EFE) - O assessor da Segurança Nacional do Iraque, Mouwaffaq al-Rubaie, disse hoje que o Governo iraquiano não assinará qualquer acordo com os Estados Unidos a menos que inclua um calendário de retirada das tropas americanas do país.

"A posição do Iraque é forte nas negociações que sustenta atualmente com os EUA, por isso não aceitará carimbar qualquer memorando de entendimento que não implique em datas determinadas para a retirada de tropas estrangeiras", ressaltou Rubaie em entrevista coletiva.

O responsável iraquiano compareceu perante os jornalistas após se reunir com o máximo chefe religioso da comunidade xiita iraquiana, Mohammed Sistani, na cidade santa de Najaf, 160 quilômetros ao sul de Bagdá.

O assessor afirmou que o Governo iraquiano "promove o calendário de retirada com a condição de que as forças iraquianas sejam capazes de manter a segurança do país e de seus habitantes".

Além disso, reconheceu que as conversas entre ambos os países sobre a questão são "extremamente difíceis".

Por último, disse que o Executivo iraquiano considera que há amplas possibilidades de prescindir das forças militares estrangeiras destacadas em território iraquiano, depois da notável melhora e conquistas alcançadas no âmbito da segurança.

As afirmações de Rabei foram feitas um dia depois que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, anunciou que "é possível acordar um memorando de entendimento com os Estados Unidos para a retirada das tropas estrangeiras do Iraque ou para concretizar um calendário de saída".

Segundo um comunicado emitido pelo escritório de Maliki em Bagdá, o chefe do Governo fez as declarações durante uma reunião que manteve na segunda-feira com embaixadores de vários países árabes nos Emirados Árabes Unidos, onde iniciou, no domingo, uma visita oficial de dois dias.

Maliki indicou que "a base para qualquer tipo de acordo será o respeito à soberania total do Iraque" e destacou que as negociações com os EUA para regular sua presença militar no país persistem, ao expirar o mandato concedido pela ONU, no final de 2008, segundo a nota. EFE am/db

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