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Iraque diz que ataque na Síria foi contra insurgentes

Um porta-voz do governo do Iraque disse nesta segunda-feira que o ataque realizado em um vilarejo sírio perto da fronteira iraquiana no domingo atingiu uma área ocupada por insurgentes que realizam ataques no Iraque. O governo sírio atribuiu o ataque a militares americanos e protestou contra a ofensiva, que deixou pelo menos oito mortos.

BBC Brasil |

"O Iraque está em contato com os americanos acerca dos relatos sobre o ataque na fronteira com a Síria", disse o porta-voz Ali Al-Dabbagh. "A região é palco de atividades insurgentes que usam a Síria como base para ataques contra o Iraque."

Os Estados Unidos não comentaram oficialmente o ataque, que, se confirmado, será a primeira ação militar americana dentro da Síria, após anos de relações difíceis entre os dois países.

Acusações

A Síria diz que helicópteros americanos atacaram uma fazenda na região do vilarejo fronteiriço de Abu Kamal.

O adido de imprensa da Síria em Londres, Jihad Makdissi, disse à BBC que o incidente do domingo foi "um crime ultrajante e um ato de provocação".

"Se (os Estados Unidos têm) qualquer prova de qualquer insurgência, em vez de colocar em prática a lei da selva e invadir, sem serem provocados, um país soberano, deveriam procurar a Síria primeiro e compartilhar a informação", afirmou Makdissi.

Os Estados Unidos vêm acusando a Síria de dar apoio a rebeldes que realizam ataques no Iraque. As autoridades sírias sempre negaram a alegação americana.

Distensão

O ataque ocorre em um momento em que as relações entre Síria e países europeus vivem um momento de distensão.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, visitou Damasco no início de setembro, e o ministro do Exterior sírio está nesta segunda-feira visitando Londres.

Devido ao ataque, uma entrevista coletiva que seria realizada pelos chanceleres britânico e sírio foi cancelada.

Segundo o analista da BBC Jeremy Bowen, o ataque levanta a questão de por que os Estados Unidos escolheriam lançar uma operação contra a Síria neste momento, nos últimos meses do governo do presidente americano George W. Bush.

Uma explicação, segundo Bowen, seria usar o ataque como uma tentativa de lembrar aos eleitores americanos que os Estados Unidos ainda enfrentam ameaças no campo militar, apesar das dificuldades econômicas.

As ameaças militares serão também um problema para o próximo presidente, e essa perspectiva, de acordo com o analista da BBC, beneficiaria mais o candidato republicano à Presidência, John McCain, do que o democrata Barack Obama.

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