Iraque detém 33 pessoas e busca 997 acusadas de corrupção

Bagdá, 27 mai (EFE).- As autoridades iraquianas anunciaram hoje que detiveram 33 pessoas, enquanto continua a busca de outras 997, todas elas acusadas de corrupção.

EFE |

O juiz Rahim al-Ukeili, integrante do Comitê de Transparência no Parlamento iraquiano, afirmou, em entrevista coletiva, que o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, ordenou a detenção de todos os funcionários suspeitos de estar envolvidos em casos de corrupção.

Ukeili disse que, entre os acusados, há responsáveis em diferentes ministérios e destacou que, na lista de suspeitos procurados pelas autoridades, estão 53 diretores gerais e, inclusive, cargos mais importantes.

O juiz indicou também que os 33 detidos foram capturados no mesmo dia, mas não especificou a data exata.

Além disso, Ukeili revelou ter recebido durante 2008 informações sobre 5,031 mil casos de corrupção, dos quais 3,027 mil foram investigados.

Este anúncio ocorre dois dias depois de Maliki aceitar a renúncia do ministro do Comércio iraquiano, Abdel Fatah al-Sudani, acusado de corrupção.

Há dez dias, o primeiro-ministro prometeu lutar contra a corrupção na administração pública com a mesma energia que seu Governo aplica contra o terrorismo e a criminalidade.

A Transparência Internacional (TI), uma organização independente com sede em Berlim que luta contra a corrupção no mundo, coloca o Iraque como o terceiro país mais corrupto, atrás de Mianmar (uma ditadura militar) e da Somália (considerado um Estado fracassado).

EFE am/an

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