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Iraque: destino mais incerto do que nunca para 1,6 milhão de deslocados

O destino de 1,6 milhão de iraquianos deslocados pela violência religiosa de fevereiro de 2006 permanece mais incerto do que nunca, denunciou nesta sexta-feira a Organização Internacional para a Migração (OIM).

AFP |

Falta de alimentos, de alojamento adequado, de cuidados e de trabalho, problemas de segurança: essa situação prosseguirá "até que haja uma grande intervenção humanitária", segundo um relatório da OIM.

No dia 22 de fevereiro de 2006, um atentado contra um mausoléu xiita na cidade de Samarra (centro) desencadeou uma explosão de violência em todo o país; na ocasião, 1,6 milhão de pessoas abandonaram suas casas por temor de uma "guerra" entre xiitas e sunitas.

Esses deslocamentos internos de 270.000 famílias de todos os credos, representam 5,5% da população iraquiana, precisa a organização, com sede em Genebra.

Do total, "22% vivem em tendas coletivas, prédios públicos ou habitações temporárias"; 14% não têm acesso a serviços de saúde, 19% não estão incluídos no sistema governamental de distribuição de alimentos, e 44% têm acesso a esse esquema de modo ocasional.

A situação é "igualmente difícil" para 300.000 pessoas que voltaram para as casas, após o fim da violência, destaca a OIM.

"Essas pessoas lidam com a destruição de seus bens, da infraestrutura", explica a organização. "Essas famílias têm necessidade de soluções duráveis, pelo que a segurança deve ser melhorada", diz o documento.

O mausoléu dos imames Ali al-Hadi e Hassan al-Askari, obra-prima da arqutetura islâmica com mais de 1.200 anos e um dos locais sagrados xiitas, foi parcialmente destruído pelo atentado.

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