Iraque culpa Al-Qaeda por ataques com 100 mortes

No dia mais sangrento do ano, governo iraquiano diz que rede terrorista quer aproveitar instabilidade política do país

iG São Paulo |

AP
Iraquianos vasculham local de ataque em Basra, que foi alvo de três explosões
O governo iraquiano responsabilizou a Al-Qaeda no Iraque pelos ataques que deixaram mais de 100 mortos e 350 feridos em todo o país nesta segunda-feira, o dia mais mortífero deste ano no país árabe. Segundo o governo, a organização terrorista está aumentando os atos de violência para explorar a instabilidade política. Não houve nenhuma reivindicação de autoria.

Mais de dois meses depois das eleições de 7 de março, ainda não está claro quem controlará o próximo governo iraquiano. Além disso, os EUA planejam retirar metade de seus 92 mil soldados nos próximos quatro meses. Os ataques desta segunda-feira foram indiscriminados, tendo como alvo xiitas e sunitas, e foram os mais violentos no Iraque desde 8 de dezembro, quando pelo menos 127 pessoas foram mortas em cinco atentados em Bagdá.

Os atentados mais mortíferos foram lançados em Hilla, a 95 km ao sul de Bagdá, onde dois carros-bomba estacionados em uma fábrica têxtil explodiram na saída dos funcionários. Quando os policiais e as ambulâncias chegaram ao local, um homem-bomba se lançou contra as equipes de emergência, em uma tática utilizada frequentemente para deixar o maior número de vítimas possível. A ação deixou pelo menos 45 mortos e 140 feridos, indicou uma autoridade do Ministério do Interior em Bagdá.

No último ataque do dia, três bombas explodiram na cidade xiita portuária de Basra, no sul do país, à noite. Pelo menos uma explodiu em um mercado, deixando ao menos 15 mortos, disseram policiais e funcionários de um hospital.

A violência começou na capital iraquiana, Bagdá, onde pelo menos dez foram mortos no que pareceram ser ataques coordenados contra postos de controle militares e policiais.

"Foram operações coordenadas que fazem parte das ações terroristas que enfrentam diariamente as forças de segurança", disse o porta-voz do comandante militar de Bagdá, Qassem Atta, ao comentar os ataques em Bagdá. Segundo ele, os terroristas estavam disfarçados de funcionários municipais de manutenções de estradas.

Entre as outras vítimas desse dia sangrento, estão um civil e três seguranças do prefeito da cidade de Tarmiya (45 km ao norte de Bagdá), Mohammed Khassem al-Mashhadani, que teve o seu comboio atingido por uma bomba. O prefeito ficou ferido no ataque com outras 15 pessoas.

Em Faluja, antigo reduto da Al-Qaeda a oeste de Bagdá, quatro pessoas, entre elas dois policiais, foram mortos em atentados contra casas de membros das forças de segurança. Em Iskandariya, 50 km ao sul de Bagdá, duas pessoas foram mortas na explosão de uma bomba em um depósito e dois combatentes curdos morreram em um atentado suicida com carro-bomba perto de Mossul, 350 km ao norte de Bagdá.

A violência rememorou a assustadora lembrança de que os militantes ainda são capazes de realizar grandes ofensivas apesar dos ganhos de segurança das forças iraquianas e dos EUA nos últimos anos.

*Com AP e AFP

    Leia tudo sobre: Iraqueataquesterrorismo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG