Tareq Aziz, que foi chanceler e vice-premiê do Iraque, foi condenado por ter perseguido partidos islâmicos

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Aziz, em foto de setembro de 2010
A Suprema Corte do Iraque condenou nesta terça-feira à morte o político que era o representante no exterior do regime do ditador Saddam Hussein, Tareq Aziz, por ter perseguido partidos islâmicos.

Essa é a primeira condenação de Aziz à pena capital. Antes da derrubada de Saddam, em 2003, Aziz era muito conhecido nas capitais estrangeiras e nas Nações Unidas.

Ele ganhou destaque no governo iraniano na época da invasão iraquiana do Kuwait e depois na Guerra do Golfo, em 1991, quando era ministro de Relações Exteriores do país.

No ano passado, Aziz foi condenado a 15 anos de prisão por sua participação na matança de dezenas de comerciantes em 1992 e, depois, a mais sete anos por seu papel na remoção à força de curdos do norte do Iraque, durante o regime de Saddam. Aziz se entregou às forças dos Estados Unidos em abril de 2003 e este ano foi transferido para as autoridades do setor prisional iraquiano.

Em uma entrevista de sua cela ao diário britânico "The Guardian", em agosto, ele acusou o presidente dos EUA, Barack Obama, de "abandonar o Iraque aos lobos" por causa do plano norte-americano de retirada de tropas.

A Suprema Corte informou que dois outros réus no mesmo caso foram sentenciados à morte: um ex-ministro do Interior e chefe de inteligência, Sadoun Shakir, e um ex-secretário particular de Saddam, Abed Hamour.

Durante o governo de Sadam somente era autorizado o governista Partido Baath. O ditador, da minoria muçulmana sunita, reprimiu organizações políticas rivais, especialmente os partidos islâmicos da maioria xiita.

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