Iranianos festejam 30º aniversário da revolução islâmica

Os dirigentes iranianos prestaram neste sábado uma homenagem ao fundador da República Islâmica, o imã Khomeiny, por ocasião do 30º aniversário de uma revolução que segundo eles ultrapassou as fronteiras do país.

AFP |

"Trinta anos depois, a revolução continua viva", declarou o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, diante do túmulo do fundador da República Islâmica.

"Estamos no início do caminho, e maiores evoluções ainda estão por vir. Esta revolução vai continuar até a instauração da justiça", acrescentou.

"Apesar desta revolução ter acontecido no Irã, ela não é limitada às fronteiras iranianas", prosseguiu.

O guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei, o presidente Ahmadinejad e seus ministros e vários dirigentes militares assistiram na manhã deste sábado à cerimônia organizada no mausoléu do imã Khomeiny, no sul da capital.

Todos os anos, para marcar o retorno do imã ao Irã após 15 anos de exílio, todos os sinos das escolas, trens e barcos tocam às 09H33 (04H03 de Brasília).

As comemorações duram 10 dias e se terminam no dia 10 de fevereiro com o aniversário da queda do regime do xá, que partiu para o exílio em 16 de janeiro de 1979, duas semanas antes do retorno de Khomeiny.

O mausoléu foi decorado com uma imensa foto do fundador da República Islâmica descendo de um avião no momento de sua volta ao Irã, quando tinha 76 anos.

Fotos de Ahmadinejad e Khamenei também foram colocadas.

"A revolução islâmica é o resultado dos sacrifícios dos mártires", podia-se ler em uma faixa.

"Defenderemos os princípios e o legado do imã Khomeiny", podia-se ler em outra faixa.

A primeira inscrição exalta uma frase dita por Khomeiny, e a segunda corresponde a palavras pronunciadas por Khamenei, que sucedeu ao fundador do regime depois de sua morte, em 1989.

A cerimônia foi marcada por slogans hostis aos Estados Unidos e a Israel, assim como por referências à recente ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

"Graças ao Islã, vimos a vitória em Gaza e no Líbano", declarou Hassan Khomeiny, neto do fundador da República Islâmica.

"Os iranianos estão orgulhosos porque Khomeiny era o porta-voz do despertar islâmico no mundo", acrescentou.

O ex-presidente iraniano Akbar Hachemi Rafsanjani afirmou por sua vez que "os habitantes de Gaza e o Hezbollah libanês derrotaram o Exército do regime sionista graças à influência efetiva do Irã".

Este ano, as comemorações acontecem quatro meses antes da eleição presidencial de 12 de junho. Elas também acontecem num momento em que o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rompeu radicalmente com a política de seu predecessor George W. Bush e prometeu uma nova posição diplomática baseada no desejo de instaurar um diálogo direto com Teerã.

jds/yw

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