Iraniano-americano é libertado após 2,5 anos preso em Teerã

Reza Taghavi foi detido em 2008 por dar dinheiro ao grupo Tondar, que tem como objetivo restabelecer a monarquia no Irã

Reuters |

AFP
Reza Taghavi foi detido em maio de 2008 por dar US$ 200 ao grupo opositor
Um iraniano-americano libertado após dois anos e meio de prisão numa cadeia de Teerã deixou o Irã na quinta-feira rumo aos Estados Unidos.

"Reza Taghavi deixou o Irã acompanhado por sua mulher e pelo advogado. Ele fará uma conexão em Londres para ir à América", disse o amigo Ali Masayebi à Reuters.

Reza Taghavi foi detido em maio de 2008 por dar US$ 200 ao grupo Tondar (trovão), que tem como objetivo derrubar a República Islâmica e restabelecer a monarquia iraniana que foi deposta na revolução de 1979, de acordo com o site do grupo.

Após sua libertação no sábado, Taghavi, um empresário aposentado de 71 anos, afirmou que lhe haviam solicitado dinheiro, mas ele não sabia que era destinado a um grupo militante ilegal. À Reuters TV ele disse que planeja processar o grupo. Taghavi, que visitava frequentemente o Irã a negócios, nunca foi acusado formalmente pelo Judiciário.

Ainda na quinta-feira, o canal iraniano de língua inglesa Press TV exibiu as "confissões" de um homem que disse ter trabalhado para o Tondar e planejava detonar uma bomba caseira num complexo judiciário de uma província iraniana.

Ali Motlaq, que, segundo a Press TV, recebeu a promessa de assistência financeira e asilo no Ocidente pelo trabalho com o Tondar, afirmou ter ajudado a fabricar uma bomba de 6 quilos, mas não deixou claro se o artefato explodiu.

Sarah Shourd

Outros dois norte-americanos estão presos no Irã desde 31 de julho de 2009, depois de serem presos perto da fronteira com o Iraque. Eles são acusados de espionagem, mas as famílias deles afirmam que eles estavam fazendo uma trilha na região e podem ter ultrapassado a fronteira por acidente.

Uma colega deles, Sarah Shourd, foi libertada após pagar uma fiança de 500 mil dólares e voltou aos EUA, mas as autoridades iranianas afirmam que os dois homens serão julgados em 6 de novembro.

As detenções prejudicaram ainda mais as relações com Washington, que rompeu os laços diplomáticos com o país pouco após a Revolução Islâmica de 1979 e acusa o Irã de tentar fabricar uma bomba nuclear, alegação que Teerã nega.

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