Iraniano nega participação em complô para matar embaixador nos EUA

Autoridades tinham dito que Manssor Arbabsiar, que tem cidadania americana, tinha confessado envolvimento em suposto plano

iG São Paulo |

AP
Manssor Arbabsiar, um dos iranianos acusados pelos EUA, em foto de 2004
O iraniano Manssor Arbabsiar se declarou inocente da acusação de conspirar para matar o embaixador da Arábia Saudita nos Estados Unidos, durante breve audiência nesta segunda-feira em um tribunal de Nova York.

Sua advogada, Sabrina Shroff, se recusou a comentar a audiência. Ao acusarem Arbabsiar, autoridades americanas disseram que ele tinha confessado seu envolvimento no complô contra o embaixador saudita.

Arbabsiar tem dupla cidadania iraniana e americana e foi preso em 29 de setembro, no aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York. Caso condenado, pode ser sentenciado à prisão perpétua.

Outro iraniano, Gholam Shakuri, que permanece foragido, também foi indiciado por sua suposta participação no plano.

Ele é membro da Força Quds, a unidade de elite responsável pelas operações internacionais da Guarda Revolucionária do Irã, e deve responder a diversas acusações, entre elas a de conspiração para assassinar um oficial estrangeiro, para usar uma arma de destruição em massa e para cometer atos de terrorismo internacional.

Segundo o o procurador-geral dos EUA, Eric Holder, o plano foi "concebido, patrocinado e conduzida pelo Irã" e constitui uma flagrante violação das leis americanas e internacionais, "incluindo a convenção que explicitamente protege diplomatas". O Irã nega as acusações .

As investigações que levaram à descoberta do plano se estenderam durante vários meses. Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Tommy Vietor, Obama foi informado sobre a trama ainda em junho e ordenou total apoio às investigações.

Em maio, Arbabsiar teria se encontrado, no México, com um informante da agência antidrogas dos EUA que se passava por membro de um cartel de narcotraficantes.

O Departamento de Justiça diz que o encontro foi o primeiro de muitos e que "elementos do governo iraniano" pretendiam pagar US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,6 milhões) ao informante para que assassinasse o embaixador saudita.

Segundo o governo americano, as autoridades do México tiveram um papel importante nas investigações.

Com BBC, AFP e AP

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