Iraniana que ficou cega com ácido pede mesma pena ao autor do crime

Barcelona, 3 mar (EFE).- Uma mulher iraniana de 30 anos que ficou cega em 2004, ao levar ácido de um homem no rosto por recusar sua proposta de casamento, decidiu aplicar a chamada lei do talião, permitida pela legislação de seu país e que consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena.

EFE |

Ameneh Bahrami, que vive na cidade espanhola de Barcelona - onde passou por diversas operações nos olhos e no rosto -, explicou à Agência Efe que negou o pedido de piedade do autor do crime, um ex-companheiro de faculdade.

Ela lembrou que o homem não teve nenhuma compaixão ao cometer o crime. Bahrami acha que ele terá sorte, pois "será anestesiado" antes de levar gotas de ácido nos olhos.

Ela espera uma carta da Justiça de seu país para viajar ao Irã.

Embora não seja capaz de cumprir a sentença por estar cega, ela garante que "há muita gente que quer fazer isso por mim".

Segundo a legislação iraniana, Ameneh só poderá cegá-lo de um olho caso não pague os US$ 25 mil exigidos para executar a sentença de forma total, já que as leis de seu país estabelecem que a mulher vale a metade que um homem.

A jovem, que fugiu de seu país por medo, vive sozinha há quatro anos em um quarto alugado graças a uma ajuda de 400 euros (US$ 500) do Governo espanhol. Ela disse estar doente e precisa de uma companhia para o dia-a-dia, mas sua mãe não pode vir por não ter recebido o visto.

Segundo um médico de Barcelona que a atendeu, Ameneh chegou a manter durante 40% de visão em um olho por dois anos, mas uma infecção de fungos a deixou totalmente cega. EFE saf/dp

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