Irã vai à ONU pedir punição a Israel por crimes de guerra

Genebra, 2 mar (EFE).- O Irã denunciou hoje Israel às Nações Unidas por genocídio e crimes de guerra na Faixa de Gaza, onde no final do ano passado lançou uma ofensiva militar que deixou cerca de 1.

EFE |

400 mortos e 5.500 feridos, segundo estimativas de organizações internacionais.

Em discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, o ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou que Israel cometeu "atrocidades" no território palestino, e exigiu que a comunidade internacional adote medidas para sancionar esses atos.

Teerã considerou que o comando militar israelense deve ser processado judicialmente "por diversas causas".

Mottaki disse que o Tribunal Penal Internacional deve exercer sua responsabilidade de processar os responsáveis militares e evitar a impunidade dos responsáveis pela ofensiva israelense.

A República Islâmica também pediu à Assembleia Geral da ONU que estabeleça um mecanismo para investigar os "crimes contra a Palestina".

Nesse sentido, o ministro elogiou a decisão do Conselho de Direitos Humanos - um órgão subsidiário da Assembleia Geral - de enviar uma missão de especialistas a Gaza para investigar as violações ao direito internacional humanitário por parte de Israel.

"Isto certamente dá mais credibilidade ao Conselho", opinou o representante de Teerã.

Mottaki disse que "a última rodada de brutalidade" de Israel "contra a indefesa população palestina" teve como objetivo quebrar a "legítima resistência do povo" e "derrubar" o Governo do grupo islamita Hamas. EFE is/mh

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