Irã tem de se desarmar ainda no governo Bush, diz Obama

Por Caren Bohan PARIS (Reuters) - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, disse na sexta-feira que o Irã não deveria esperar até a posse de um novo governo nos Estados Unidos para suspender seu programa de enriquecimento de urânio.

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Em entrevista coletiva ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy, Obama disse que o Irã deveria aceitar os incentivos políticos e financeiros oferecidos por seis potências mundiais em troca da suspensão do enriquecimento de urânio.

'Não esperem até o próximo presidente [dos EUA], porque acho que a pressão só vai aumentar', afirmou Obama.

Ele e Sarkozy fizeram piada com o fato de serem filhos de imigrantes (queniano e húngaro, respectivamente). Ao final da entrevista coletiva, Sarkozy já chamava o candidato de 'Barack'.

'A França está feliz por receber Barack Obama, primeiro porque ele é americano, e os franceses amam os americanos', disse ele, num comentário que provocou risos nos jornalistas dos EUA.

Sem manifestar apoio explícito, Sarkozy deixou claro que ficaria satisfeito com a vitória do senador na eleição de novembro. 'Boa sorte a Barack Obama. Se for ele, a França ficará feliz, e se não for ele, a França será amiga dos Estados Unidos da América', disse.

Obama retribuiu elogiando o dinamismo do presidente. 'Estou perguntando o que ele come, para que eu descubra como ter sempre tanta energia quanto este homem atrás de mim. Ele não pára de se mexer.'

O candidato passou a semana inteira no exterior, tentando apagar a impressão -- muito martelada pelo rival John McCain -- de que ele não tem experiência com a política externa. Depois do encontro com Sarkozy, ele embarcou para Londres.

(Reportagem adicional de Elizabeth Pineau, James Mackenzie e Estelle Shirbon)

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