Irã sugere que a universitária francesa julgada se instale na embaixada

O Irã sugeriu que a jovem francesa Clotilde Reiss, acusada de participar em protestos antigovernamentais, seja instalada na embaixada em Teerã até o fim de seu julgamento, informou nesta terça-feira o embaixador iraniano em Paris.

AFP |

O embaixador, Seyed Mehdi Mirabutalebi, disse à Rádio França Internacional (RFI) que até agora não havia recebido uma resposta do governo francês, que denunciou o processo como uma paródia de justiça.

"Nosso ministério se comprometeu ante o poder judicial iraniano para que essa senhorita possa se beneficiar de uma liberdade condicional até o fim de seu julgamento, sob condição de que resida na embaixada da França em Teerã", afirmou o diplomata.

"Até agora, não conseguimos uma resposta do embaixador da França", acrescentou o diplomata, cujas declarações foram traduzidas do persa para o francês.

Reiss, de 24 anos, ouvinte na Universidade de Ispahan, e Nazak Afshar, um funcionário local da embaixada francesa, figuram entre as centenas de pessoas que estão sendo julgadas por sua suposta participação nos protestos que denunciaram a fraude na reeleição, em junho, do presidente Mahmud Ahmdinejad.

hr/cn

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