Irã será maior desafio de Obama na região, diz assessor de Bush

Por Tabassum Zakaria WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, deveria buscar sanções mais duras contra o Irã, que será o seu maior desafio no Oriente Médio, disse na quarta-feira o assessor de Segurança Nacional do governo de George W. Bush, Stephen Hadley.

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Em discurso no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, Hadley também disse que o governo Bush lançou as bases para o progresso na questão palestina, apesar dos atuais combates em Gaza.

O Oriente Médio será apenas um dos desafios externos que aguardam Obama a partir do dia 20. Além das guerras do Iraque e do Afeganistão, outras regiões - como Rússia, Paquistão e Coréia do Norte - também exigirão esforços rápidos por parte do novo presidente, disse Hadley.

"Para o próximo governo, o maior desafio nesta região é o Irã", disse Hadley em discurso no qual fez também uma retrospectiva da política externa do governo Bush.

"As negociações com o Irã, como alguns propuseram, sem pressão sobre o Irã não produzirão uma mudança no comportamento iraniano ou um avanço dos interesses dos EUA", disse ele.

Durante a campanha, Obama sinalizou que estaria disposto a estabelecer uma negociação direta com Teerã para tentar parar o programa nuclear iraniano. Ele alertou, porém, que vai endurecer as sanções caso o Irã não colabore.

Hadley disse que Bush deixa para Obama uma pressão significativa sobre o Irã, e que "a questão agora é como a nova equipe usará esta pressão para produzir uma política iraniana diferente a respeito do seu programa nuclear, do terrorismo e da paz no Oriente Médio".

O Ocidente acusa o Irã de desenvolver armas nucleares, e já conseguiu impor diversas sanções ao país na ONU. Teerã diz, porém, que seu objetivo é apenas gerar eletricidade com fins civis.

"Trabalhando com nossos parceiros europeus, o próximo governo deve ser capaz de impor sanções mais duras sobre o Irã", disse Hadley.

A Casa Branca acusa o Irã de fornecer armas ao grupo islâmico palestino Hamas, que controla Gaza e é considerado terrorista pelos EUA. Há quase duas semanas Israel bombardeia a região para impedir o Hamas de disparar foguetes contra o seu território.

Hadley disse que ainda há esperança para a paz. "Apesar da violência em Gaza, há a perspectiva de um futuro mais livre e esperançoso para a região", afirmou. "Talvez de forma surpreendente, a maior oportunidade para o novo governo pode ser a paz do Oriente Médio."

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