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Irã se dispõe a negociar o programa nuclear para combater alta do petróleo

Viena, 24 jul (EFE).- O principal responsável do programa nuclear iraniano, Gholam Reza Aghazadeh, expressou hoje, em Viena, a disposição de seu país de continuar negociando sobre suas polêmicas atividades nucleares, com o objetivo de aliviar as pressões nos mercados de petróleo.

EFE |

Após uma reunião de aproximadamente uma hora com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, Aghazadeh disse que, se as partes em conflito iniciarem as negociações formais, "muitos assuntos serão resolvidos, como os conflitos no Oriente Médio, Afeganistão, Irã, Líbano e também o preço do petróleo".

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha, grupo que negocia sobre o programa nuclear iraniano, se reuniram no sábado passado com o negociador do Irã, Saeed Jalili.

Aghazadeh disse hoje à imprensa em Viena que, naquela reunião, os iranianos entregaram uma resposta informal à última proposta de incentivos do grupo de negociação para que Teerã renuncie aos aspectos mais delicados de seu programa nuclear, como o enriquecimento de urânio, material que pode ter uso tanto civil quanto militar.

O objetivo é que as duas posturas estejam unificadas, "levando em conta os desejos das partes", acrescentou Aghazadeh, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã e vice-presidente iraniano.

Sobre os altos preços do petróleo, o ex-ministro do Petróleo do Irã disse que "a tendência de alta não está ajudando os países em desenvolvimento. Nem sequer está ajudando os países produtores, porque dificulta o investimento".

"Por isso, os países (da negociação nuclear) estão assumindo a responsabilidade coletiva de tomar passos para controlar os preços do petróleo", concluiu Aghazadeh.

O Irã, membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e quarto produtor mundial de petróleo, tem também o controle do Estreito de Ormuz, por onde é transportado 40% da commodity, por isso a tensão entre Teerã e Ocidente é acompanhada com especial ansiedade pelos mercados.

Por parte da AIEA, não houve detalhes sobre a reunião de hoje, realizada no escritório de ElBaradei na sede da ONU em Viena. EFE jk/an

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