Sob pressão desde junho por causa de seu programa nuclear, Teerã dá sinais de que busca retomar diálogo com grandes potências

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta terça-feira que seu país retomará em setembro as negociações com as grandes potências sobre seu polêmico programa nuclear, mas acrescentou que o Irã quer que o Brasil e a Turquia participem nessas conversações, indicou nesta terça-feira um canal de tv iraniano em inglês, o Press-TV.

Segundo a fonte, o presidente iraniano insiste na participação do Brasil e da Turquia nas negociações que, no momento, não têm data ou local marcados.

A publicação desses comentários acontece um dia depois da adoção de um novo pacote de sanções por parte da União Europeia (UE) , destinadas a pressionar as autoridades iranianas para que adotem uma posição mais flexível. O governo canadense, assim como os Estados Unidos e a Austrália anteriormente, também anuncou medidas similares.

Em 9 de junho, a ONU adotou uma quarta série de sanções contra o Irã. Em represália, no fim de junho, o presidente iraniano anunciou um congelamento de dois meses do diálogo.

Na última segunda-feira, a Agência Internacional de Energia Atômica confirmou que recebeu a resposta de Teerã aos questionamentos do Grupo de Viena (Estados Unidos, Rússia e França) sobre a proposta de troca de combustível nuclear feita pelo Brasil, Turquia e a República Islâmica.

"O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Yuyika Amano, recebeu hoje (segunda-feira) uma carta do governo iraniano sobre o fornecimento de combustível nuclear para o reator de pesquisa de Teerã", indicou Gill Tudor, porta-voz do organismo.

"A carta foi transmitida aos governos francês, russo e americano, assim como aos governos brasileiro e turco", acrescentou.

* Com AFP

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