Teerã, 24 ago (EFE).- O tribunal revolucionário de Teerã realizará amanhã a quarta audiência oral do julgamento de mais de 100 pessoas, acusadas de instigar e de participar dos protestos que aconteceram depois das eleições presidenciais do dia 12 de junho.

A previsão é que as acusações sejam lidas e que sete ativistas políticos detidos testemunhem, afirmou hoje a agência de notícias "Isna".

A quarta audiência oral estava planejada para acontecer no dia 18 de agosto, mas foi adiada uma semana a pedido dos advogados de defesa.

Aproximadamente 30 pessoas morreram, segundo números oficiais, e cerca de 4 mil foram detidas durante os protestos que explodiram após a polêmica reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que a oposição denunciou como fraudulenta.

Na primeira sessão do julgamento, realizada no início de agosto, ex-altos funcionários do regime iraniano foram ouvidos, como o antigo vice-presidente reformista Mohammad Ali Abtahi, acusados de conspirarem para derrubar Ahmadinejad.

Na segunda, foram ouvidos a cidadã francesa Clotilde Reiss e dois funcionários locais das embaixadas do Reino Unido e da França, acusados de espionagem, de participar dos distúrbios e de colaborar com potências estrangeiras para propiciar o que Teerã chama de uma "revolução de veludo".

Durante a terceira, o juiz leu as acusações contra 15 pessoas acusadas de atos de terrorismo e vínculos com grupos de oposição iranianos no exílio.

A oposição, que não aceita os resultados eleitorais, tachou o julgamento de "farsa". EFE jm/pd

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