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Irã rejeita possíveis interferências externas após eleições

Lisboa, 16 jun (EFE).- O vice-ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Mehdi Safari, rejeitou hoje qualquer interferência externa em relação aos distúrbios registrados em seu país após as eleições presidenciais de sexta-feira passada.

EFE |

"Os que são de fora não são os que devem julgar e interferir em nossa vida", disse Safari hoje durante visita oficial a Portugal.

Em declarações à emissora de rádio portuguesa "Renascença", o vice-ministro reivindicou que o ocorrido no Irã nos últimos dias é "um problema interno" e só compete ao Governo e ao povo iraniano decidir sobre o assunto.

"Algumas pessoas têm objeções, protestaram. Se estiverem tranquilas, se não causarem danos a ninguém, são livres para fazê-lo. Este é o processo democrático", declarou.

Safari defendeu que seu país tem um sistema democrático de acordo com sua cultura, religião e constituição.

Em relação à situação do Irã, o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, afirmou que acompanha a evolução dos eventos e expressou seu desejo por "estabilidade" na zona.

Já o ministro de Assuntos Exteriores português, Luis Amado, se mostrou "preocupado" pela situação no Irã e destacou a importância de que esse país tenha um presidente "com legitimidade total". EFE atc/bba

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