Irã reitera que varrerá Israel do mapa se for atacado

Teerã, 15 abr (EFE).- O regime iraniano advertiu hoje mais uma vez, por meio de um responsável das Forças Armadas, que tem um Exército poderoso e que varrerá Israel do mapa caso o Estado judeu realize uma ação militar contra a República Islâmica, anunciou a agência Mehr.

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A advertência foi lançada pelo vice-comandante geral das Forças Armadas, coronel Mohammed Reza Ashtiani, que lembrou as advertências neste sentido do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, o mais crítico em relação a Israel, país que os iranianos denominam "regime sionista".

"Como disse anteriormente o presidente da República, temos objetivos supremos, defenderemos nossa fronteira e estamos dispostos a eliminar o regime sionista do mapa caso este realize qualquer ação" contra o Irã, declarou Ashtiani.

O coronel Reza Ashtiani respondeu desta forma a uma pergunta sobre as acusações israelenses contra Teerã de tentar construir uma bomba atômica, além de falar sobre se os iranianos consideram que as recentes manobras militares israelenses constituem uma ameaça para seu país.

Após enumerar as "conquistas" do Exército iraniano nos últimos três anos, o alto comando militar disse que "as Forças Armadas têm informação sobre os movimentos (militares) em toda a região e ainda não acreditam que possam constituir uma ameaça para o Irã".

Mesmo assim, afirmou que "o Exército iraniano vigia bem estes movimentos e responderá com força (possíveis ações militares) caso considere necessário".

A declaração do coronel Reza Ashtiani acontece menos de 24 horas após a ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, acusar o Irã de apoiar o terrorismo e o extremismo, e de ser a principal ameaça para a região.

O Irã, em conflito com a comunidade internacional por causa de seu polêmico programa nuclear e acusado pelo Ocidente de patrocinar o terrorismo internacional, não reconhece o Estado de Israel e não oculta seu apoio a grupos radicais como o palestino Hamas e o libanês Hisbolá.

Frases como "eliminar Israel do mapa" ou "o iminente desaparecimento da entidade sionista" foram repetidas em várias ocasiões pelo próprio presidente Ahmadinejad, conhecido também por questionar o Holocausto desde que foi eleito presidente do Irã, em 2005. EFE fa/ev/fal

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