Irã reconhece morte de presos por espancamento

Autoridades iranianas admitiram neste sábado, pela primeira vez, que três manifestantes de oposição presos depois dos protestos contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho, foram espancados até a morte. Uma declaração do Tribunal das Forças Armadas do Irã afirma que três funcionários do centro de detenção de Kahrizak foram acusados de homicídio.

BBC Brasil |

No total, 12 pesssoas foram indiciadas pela morte dos manifestantes.

Segundo o documento divulgado pelo tribunal, um exame médico dos três cadáveres mostrou que a causa da morte não foi meningite, como alegado inicialmente, e sim espancamento.

"O médico legista rejeitou a versão de que a causa da morte dessas pessoas foi meningite e afirmou que havia hematomas nos corpos provocados por espancamento e que a causa da morte foi uma série de espancamentos", diz o comunicado.

Protestos
Inicialmente, o governo iraniano negou as alegações da oposição de que muitos dos cerca de 200 oposicionistas confinados após os protestos de junho no centro de detenção de Kahrizak, localizado ao sul de Teerã, haviam sido torturados e violentados na prisão.

Em julho, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ordenou o fechamento da prisão, por ter falhado em "preservar os direitos dos presos".

A reeleição de Ahmadinejad provocou alegações de fraude na votação e uma onda de protestos, considerada a maior desde a Revolução Islâmica, em 1979.

Dezenas de pessoas morreram e centenas foram presas durantes as manifestações. Acredita-se que cerca de 200 manifestantes continuem presos.

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