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Irã reclama de comentários intervencionistas dos EUA

TEERÃ (Reuters) - O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou nesta quarta-feira o embaixador suíço, que representa os interesses norte-americanos em Teerã, para protestar contra comentários intervencionistas dos Estados Unidos sobre a eleição presidencial do país do dia 12 de junho, informou a agência de notícias Fars. O ministério comunicou o protesto e desagrado do Irã sobre os comentários de autoridades norte-americanas sobre os resultados da eleição, afirmou a Fars.

Reuters |

Em Washington, a Casa Branca disse que o presidente dos EUA, Barack Obama, continuará a defender os direitos dos iranianos de protestarem pacificamente contra o resultado da eleição sem se "intrometer" no debate interno do Irã.

"As pessoas do Irã merecem o direito de ter suas vozes ouvidas e seus votos contados", disse a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. "O resultado de qualquer eleição deve refletir a vontade das pessoas e cabe aos iranianos determinar como eles resolvem este protesto interno sobre o resultado de eleição recente."

O Departamento de Estado norte-americano rejeitou com veemência acusações de que os EUA estariam interferindo na controversa eleição de 12 de junho, dizendo que diplomatas de outros países também foram convocados.

"Suspeito que estamos em boa companhia", disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley. "Isto não é sobre os Estados Unidos."

Um diplomata canadense em Teerã também foi convocado para comparecer ao ministério, disse a agência de notícias semioficial. Na terça-feira, vários embaixadores europeus também foram chamados.

Nações ocidentais questionaram os resultados do pleito, vencido com vantagem pelo presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad sobre o moderado Mirhossein Mousavi. O resultado desencadeou dias de protestos nas ruas de Teerã e em demais localidades da nação.

Obama afirmou que as revoltas mostravam que "o povo iraniano não está convencido da legitimidade da eleição".

Os EUA romperam seus laços com Teerã pouco depois da Revolução Islâmica de 1979. Após ter assumido a presidência em janeiro, Obama ofereceu um recomeço nas relações com o Irã se o país "abrir o seu punho".

(Reportagem de Hashem Kalantari, reportagem adicional de Sue Pleming e Doug Palmer em Washington)

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