Irã: Rafsandjani adverte líder supremo sobre discórdia no país

A campanha presidencial adquiriu um tom polêmico no Irã com a advertência sem precedentes feita pelo ex-presidente Akbar Hachémi Rafsandjani ao guia supremo Ali Khamenei sobre possíveis confrontos se ele mantiver silêncio no conflito que o opõe ao atual presidente, Mahmud Ahmadinejad.

AFP |

Este acusou Rafsandjani e seu filho Mohsen de corrupção, durante um debate na televisão que tinha como oponente Mir Hossein Mussavi, o principal adversário de Ahmadinejad nas eleições desta sexta-feira.

Rafsandjani teve seu direito de resposta recusado pela televisão de Estado, que tem seu diretor nomeado pelo guia supremo.

Ahmadinejad voltou a atacar a esposa de seu principal concorrente, Zahra Rahnavard, a quem acusou de ter obtido ilegalmente o doutorado em ciências políticas.

E aproveitou, sem citar o nome, para criticar o ex-presidente conservador Akbar Hachemi Rafsandjani, a quem havia acusado de orquestrar a campanha de Mussavi.

Zahra Rahnavard obteve seu diploma na 'Universidade Azad, uma rede universitária paga criada há mais de 20 anos por Rafsandjani.

Durante toda a campanha, o presidente ligou o nome de Mussavi ao de Rafsandjani, a quem havia derrotado no segundo turno das presidenciais de 2005.

A campanha eleitoral termina oficialmente nesta quinta-feira, às 08H00 locais (03H30 GMT), exatamente 24 horas antes da abertura das urnas.

No encerramento da campanha, na televisão, Ahmadinejad voltou a defender suas realizações.

"Realizamos muitas coisas", disse em resposta a três adversários que o acusam de ter dito mentiras durante a campanha.

Mencionou, entre outras, a "construção de hospitais", o aumento de 70% no número de estudantes", "a construção de barragens", e ainda o "desenvolvimento nuclear" e "a tecnologia de satélites".

Admitiu problemas com a economia. "Mas estamos seguindo o bom caminho", acrescentou.

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