Irã questiona novamente os atentados de 11 de setembro nos EUA

Teerã - O governo iraniano voltou a qualificar hoje de duvidosos os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, após os quais Washington intensificou a luta contra o terrorismo.

EFE |

"Do nosso ponto de vista, é um acontecimento duvidoso, e continuará sendo assim enquanto todas suas dimensões sigam não esclarecidas", disse o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Mohamad Ali Hosseini, segundo a agência "Irna".

"Muitos especialistas e analistas também opinam que, enquanto continuar a ambigüidade sobre as dimensões deste acontecimento, não é possível opinar sobre o mesmo de forma decisiva", disse.

O próprio presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, tinha feito declarações no mesmo sentido. O Irã não tem relações diplomáticas com os EUA há 27 anos, e é acusado por Washington de apoiar o terrorismo internacional.

O Irã, que professa a corrente xiita do Islã e tem divergências ideológicas com a Al Qaeda, acusa os EUA de utilizar esses atentados como pretexto para justificar a invasão ao Iraque e ao Afeganistão, e "tentar se apoderar da riqueza petrolífera" dos países do Golfo Pérsico.

Sobre o Iraque, Hosseini negou as repetidas acusações dos EUA de que Teerã interfere nos assuntos iraquianos e apóia com armas milícias xiitas radicais, e considerou que "o principal problema do Iraque são o terrorismo e a ocupação".

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