Irã protesta na ONU por ameaça de ministro israelense de seqüestrar Ahmadinejad

O Irã enviou uma carta à ONU com um protesto pela proposta de um ministro israelense que pediu o seqüestro do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, informa a agência oficial IRNA.

AFP |

"As ameaças, especialmente o seqüestro e o uso da força contra um membro das Nações Unidas, são uma violação aos direitos internacionais", afirma Mohamad Jazaie, representante do Irã na ONU, em carta dirigida ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ao presidente do Conselho de Segurança.

Rafi Eitan, ministro israelense da Previdência, membro do gabinete de segurança e ex-agente do Mossad, propôs na terça-feira seqüestrar e levar à Corte Penal Internacional de Haia o presidente iraniano.

"É preciso seqüestrar e levar ao Tribunal Internacional de Haia o presidente iraniano, que declara - como Hitler - a necessidade de exterminar o povo israelense", disse Rafi Eitan à rádio militar.

Jazaie também criticou as declarações do ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, que afirmou no fim de agosto que Israel "não descarta nenhuma opção" contra o programa nuclear iraniano.

Ele pediu uma "ação firme das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança" contra as ameaças.

Ahmadinejad repetiu várias vezes que Israel deveria ser "apagado do mapa" e colocou em dúvida a realidade e a magnitude do holocausto.

Ex-chefe de operações do Mossad, Eitan participou em maio de 1960 na captura de Adolf Eichman em Buenos Aires.

Eichman, um dos principais executores da "solução final", o genocídio de judeus cometido pelos nazistas durante a II Guerra Mundial, foi levado clandestinamente para Israel, onde foi julgado, condenado a morte e enforcado.

sgh/fp

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