Irã prendeu 40 repórteres desde eleições, diz ONG de jornalistas

NOVA YORK (Reuters) - O Irã prendeu cerca de 40 jornalistas e profissionais de mídia desde o início das manifestações após as contestadas eleições de 12 de junho, disse o grupo Comitê para Proteção de Jornalistas nesta quinta-feira. Cerca de 20 pessoas morreram nos protestos após a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad numa eleição que o líder da oposição, Mirhossein Mousavi, alega que foi fraudada.

Reuters |

O Irã tem reprimido os protestos anti-governo, inundando as ruas de Teerã com policiais e militantes para sufocar as maiores manifestações públicas desde a Revolução Islâmica, em 1979. O governo também impôs restrições ao trabalho de repórteres no país.

"Nossa pesquisa atual indica que cerca de 40 jornalistas e profissionais de mídia foram presos no Irã como parte da repressão após a eleição", disse em comunicado o Comitê para Proteção de Jornalistas.

O grupo disse que o número inclui cerca de 25 funcionários do Kalameh Sabz, um jornal reformista controlado por Mousavi, cujos escritórios foram invadidos na noite de segunda-feira.

A maioria dos detidos é de iranianos, mas entre os listados pelo grupo está um repórter grego cobrindo as eleições para o jornal norte-americano Washington Times.

Pelo menos seis outros jornalistas já estavam presos no Irã antes das eleições, disse o grupo.

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