Irã prende suspeitos de ligação com morte de cientista nuclear

De acordo com ministro da Inteligência, detidos têm envolvimento com agências estrangeiras de espionagem

Reuters |

O Irã prendeu várias pessoas suspeitas de ligação com a morte de um cientista nuclear e de envolvimento com agências estrangeiras de espionagem, disse o ministro da Inteligência, Heydar Moslehi, segundo a TV estatal na quinta-feira.

Majid Shahriyari foi morto numa explosão em seu carro na segunda-feira em Teerã, enquanto o professor Fereydoun Abbassi, físico especialista em raios laser, e sua mulher ficaram feridos em um atentado similar diante da Universidade Shahid Beheshti.

"Uma parte do grupo por trás dos recentes ataques terroristas foi presa. O Mossad, a CIA e o MI6 tiveram envolvimento nesse incidente, e ao prender essas pessoas encontramos novas pistas," disse Moslehi, segundo a TV, citando os serviços de inteligência de Israel, EUA e Grã-Bretanha, respectivamente. Na segunda-feira, a imprensa oficial iraniana acusou o governo israelense pelos ataques.

Ministério da Defesa

Segundo a agência oficial Irna, Shahriari era membro do Departamento de Engenharia Nuclear da Universidade Shahid Beheshti, uma das mais prestigiosas de Teerã. O professor Abasi, doutor em Física Nuclear, além de professor, é pesquisador do Ministério da Defesa iraniano. 

De acordo com o site conservador Mashreghnews, Abasi é um dos "poucos especialistas iranianas em separação de isótopos". Nos últimos anos, vários cientistas iranianos morreram em atentados ou desapareceram misteriosamente.

No último ataque, em 12 de janeiro, foi morto Masud Ali Mohamadi, físico de renome que era professor na Universidade de Teerã e também trabalhava para a Guarda Revolucionária (Pasdaran), a tropa de elite das Forças Armadas iranianas.

Mohamadi morreu na explosão de uma moto-bomba quando saía de sua residência. O atentado foi atribuído aos serviços secretos israelenses pelo governo iraniano.

Há alguns anos, o programa nuclear iraniano é uma fonte de tensão entre Teerã e os países ocidentais, que acusam o regime islâmico de ter como objetivo produzir armas atômicas. O Conselho de Segurança da ONU condenou em várias oportunidades o Irã e aprovou sanções econômicas contra o país.

Israel e Estados Unidos não descartam uma operação militar para conter o programa nuclear iraniano se esse objetivo não for alcançado por meio da diplomacia e das sanções.

*Com Reuters e AFP

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