Irã prende mais suspeitos após atentado em mesquita

Por Fredrik Dahl TEERÃ (Reuters) - A imprensa iraniana disse na segunda-feira que o governo prendeu mais alguns acusados de semearem ódios sectários em Zahedan, cidade onde na semana passada ocorreu um atentado que matou 25 pessoas numa mesquita xiita.

Reuters |

Dois dias antes, uma bomba caseira foi desativada num voo entre o sudoeste do Irã e Teerã, segundo a imprensa local.

As autoridades atribuíram o atentado de quinta-feira e o incidente aéreo de sábado a inimigos do Irã, que estariam tentando prejudicar as eleições presidenciais do dia 12, em que o presidente Mahmoud Ahmadinejad disputa um novo mandato contra políticos reformistas, favoráveis a uma aproximação com o Ocidente.

O general Ahmad Reza Radan, subcomandante das forças de segurança do Irã, disse que "alguns indivíduos que pretendiam criar insegurança" em Zahedan (sudeste) foram presos.

Zahedan é a capital da província do Sistan-Baluchistão, vizinha ao Paquistão, onde há uma importante minoria sunita (num país majoritariamente xiita).

Na quinta-feira, uma explosão matou 25 pessoas e feriu mais de 120 em uma mesquita. Três envolvidos foram condenados e executados no sábado.

"Nos últimos dias algumas pessoas planejaram semear a discórdia entre cidadãos xiitas e sunitas na região. Felizmente, com a imediata presença das autoridades do governo e de dignitários religiosos, a inquietação foi evitada", disse Radan à agência Mehr. "A ordem e a segurança foram restauradas na cidade."

O governador da província, Ali Mohammed Azad, disse que vários extremistas sunitas foram "identificados" e serão sentenciados depois da eleição, segundo a agência de notícias Isna.

A Mehr disse que agentes de uma força policial especial estão mobilizados na cidade, que tem cerca de 600 mil habitantes.

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