Irã: polícia admite ter maltratado manifestantes detidos

A polícia iraniana admitiu nesta quinta-feira que seus funcionários maltrataram alguns manifestantes detidos na prisão de Kahrizak (sul de Teerã), em comunicado publicado pela agência de notícias ISNA.

AFP |

"Várias pessoas detidas durante os distúrbios de 9 de julho e transferidas para o centro de detenção de Kahrizak devido à falta de espaço na prisão de Evin, o que foi um terror", indicou no texto.

No fim de julho, o líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, "ordenou o fechamento do centro de Kahrizak, pois não respondia às normas necessárias ao respeito dos direitos dos acusados".

Quase 2.000 pessoas foram detidas durante os distúrbios ocorridos após a polêmica reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, em 12 de junho.

De acordo com o saldo oficial, 30 pessoas morreram nestes enfrentamentos. As autoridades reconheceram também a morte de dois prisioneiros com meningite. A imprensa falou na morte de pelo menos quatro pessoas na prisão.

O comunicado policial acrescentou que depois da investigação foi revelado que houve "negligência e infração por parte de certo número de responsáveis e empregados do centro de detenção de Kahrizak".

Este texto acrescentou que "dois oficiais foram castigados por terem maltratado os presos". Em seguida, indicou que os responsáveis do centro foram destituídos de suas funções e castigados por terem aceitado presos além da capacidade do estabelecimento.

bur/feb/lm

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