Irã pode sofrer novas sanções por programa nuclear

Os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha ameaçaram impor novas sanções econômicas contra o Irã se o país não responder positivamente a um pacote de incentivos acertado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e pela Alemanha. O pacote, oferecido em junho, tem o objetivo de encorajar o Irã a suspender o seu enriquecimento de urânio.

BBC Brasil |

    O negociador-chefe do Irã, Saeed Jalili, conversou por telefone com o emissário europeu para política externa, Javier Solana, nesta segunda-feira, mas uma resposta forma por escrito só é esperada para terça-feira.

    A perspectiva de novas sanções se segue a conversações entre o Irã e a União Européia que um porta-voz de Solana descreveu como "inconclusivas". Solana havia dado ao Irã um prazo até sábado passado para responder a uma oferta para evitar a imposição de mais sanções.

    O Irã insiste que seu programa nuclear tem propósitos inteiramente pacíficos, mas os Estados Unidos e seus aliados acreditam que ele pode ser usado para desenvolver armas atômicas.

    Em meados de julho, o terceiro mais importante funcionário do Departamento de Estado americano viajou para a Suíça para participar de um encontro entre representantes iranianos e europeus.

    Todos os sinais eram de um esforço diplomático de última hora para tentar conquistar os iranianos antes de se optar por uma estratégia de endurecimento de sanções.

    Isto pode ser parte do plano de Londres e Washington - e, sem dúvida, de Paris e Berlim. Mas não de Pequim e Moscou.

    O que o Irã disser em sua resposta formal, por escrito, é importante porque vai determinar o quão longe russos e chineses estão dispostos a ir para que o Conselho de Segurança adote mais sanções contra o Irã.

    Americanos e europeus pode optar por um reforço das sanções por conta própria. Mas os iranianos claramente fizeram um julgamento de que apesar de toda a conversa sobre bombardeios aéreos contra suas instalações nucleares, a campanha presidencial americana, a incerteza política de Israel e, acima de tudo, o alto preço do petróleo, podem significar que uma crise não esteja à sua porta.

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