Irã perde prazo para aceitar oferta sobre programa nuclear--UE

Por Ingrid Melander BRUXELAS (Reuters) - O Irã até agora ignorou um prazo informal que se encerra neste sábado para responder a uma oferta feita por potências mundiais sobre seu programa nuclear, informou uma autoridade da União Européia, mas diplomatas dizem que podem esperar mais por uma resposta.

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Em 19 de julho, grandes potências mundiais pediram que o Irã respondesse em duas semanas a uma oferta pela qual o país não receberia mais sanções da Organização das Nações Unidas se Teerã congelasse a expansão de sua atividade nuclear.

Se o Irã não aceitasse a oferta, enfrentaria a possibilidade de receber mais sanções, informou na sexta-feira a Casa Branca. O Irã descarta a idéia de ter um prazo para responder.

'Não há nada de novo (sobre o Irã)', informou uma autoridade da UE, acrescentando que o bloco não esperava uma resposta durante o fim de semana.

'Não devemos nos focar muito nesse prazo, o que importa é que tenhamos uma resposta clara rapidamente. Não é questão de um dia certo', acrescentou, sem querer se identificar.

Um grupo formado por Estados Unidos, China, Rússia, Grã-Bretanha, França e Alemanha ofereceu ao Irã em junho incentivos econômicos e de outros tipos para interromper o enriquecimento de urânio da nação.

O Ocidente acusa o Irã de procurar construir ogivas sob o disfarce de um programa de energia civil. O Irã nega a acusação e prometeu continuar com suas atividades nucleares.

O representante do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Ali Asghar Soltanieh, disse que o país estava aberto para negociar, mas não considerou que as conversas estavam restritas a prazos para oferecer respostas às ofertas das grandes potências mundiais.

'Não tivemos nenhuma conversa ou acordo sobre o tão falado prazo de duas semanas', afirmou ele neste sábado em comentários na televisão estatal do Irã.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, afirmou que o Irã deveria parar de jogar. 'Muita perda de tempo', afirmou à revista Der Spiegel, acrescentando que Teerã devia se apresentar às potências do Ocidente com uma resposta útil, ou então sofreria mais sanções.

Os preços do petróleo subiram na sexta-feira depois que o vice-primeiro-ministro de Israel, Shaul Mofaz, afirmou que o Irã estava perto de obter um avanço importante em seu programa nuclear. A ONU já impôs três rodadas de sanções ao país.

Diplomatas dizem que novas sanções da ONU não devem ocorrer antes de setembro e podem não chegar sequer este ano, embora os países possam tomar pedidas por conta própria.

(Reportagem de Ingrid Melander; Reportagem adicional de Fredrik Dahl em Teerã)

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