Paris, 11 ago (EFE).- Representantes da resistência iraniana pediram às Nações Unidas, aos Estados Unidos, à União Europeia (UE) e à Liga Árabe que protejam o campo de refugiados de Ashraf, no nordeste do Iraque, atacado pelas forças iraquianas em julho, onde vários opositores iranianos vivem atualmente.

"É preciso criar uma força internacional. Instaurar a bandeira da ONU em Ashraf é a única solução para proteger os habitantes, segundo as convenções e as obrigações internacionais", afirmou hoje, em entrevista coletiva, Maryam Radjavi, presidente do Conselho Nacional da Resistência Iraniana (CNRI).

Este organismo, braço político da Organização dos Mujahedins do Povo do Irã (OMPI), qualificou de "crime contra a humanidade" o ataque ao campo de refugiados por parte do Iraque, no dia 28 de julho, que causou nove mortes, deixou 500 feridos e 36 detidos, "sete dos quais não recebem atendimento sanitário, apesar da gravidade de seu estado de saúde".

Além da libertação destes presos e da retirada das tropas iraquianas, presentes no campo desde o dia do ataque, Maryam reiterou seu pedido para que "as forças americanas se encarreguem de maneira provisória da situação, até que chegue uma força internacional supervisionada pela ONU".

Maryam afirmou que "o Governo iraquiano e seu primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, são responsáveis pelos crimes e devem responder por eles".

"Estamos determinados para que os responsáveis sejam julgados pela justiça internacional, como o Tribunal Penal Internacional (TPI) ou os tribunais nacionais", acrescentou.

No início de 2009, os EUA transferiram a responsabilidade sobre a segurança do campo de refugiados de Ashraf ao Iraque, apesar de o Governo americano ter reconhecido que ainda tem o dever de vigiar o respeito aos direitos dos residentes do campo no país.

Maryam denunciou que as tropas americanas nem ao menos ofereceram ajuda médica aos habitantes de Ashraf, após o ataque.

inmg/pd

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.