Teerã, 12 dez (EFE).- Irã pediu hoje a processar aos líderes dos países árabes que mantêm relações com Israel, aos que considera cúmplices da precária situação na qual se encontram os palestinos da Faixa de Gaza.

Assim disse o aiatolá Ahmad Khatami durante o sermão oficial da sexta-feira na Universidade de Teerã, considerado o púlpito oficial do regime.

Embora ele não tenha revelado nenhum nome concretamente, suas críticas parecem dirigidas especialmente contra o Egito, país com o qual as relações ficaram abaladas após um filme iraniano sobre a vida do ex-presidente egípcio, Anwar al-Sadat, chamado "A Execução do Faraó".

"O reitor da Universidade de Al Azhar (no Egito), influenciado pelo reconciliador Governo do Egito, em vez de publicar comunicados contra Israel emite uma nota contra o xiismo", declarou Khatami.

"Não há dúvida que se deve processar como traidores os líderes de alguns países islâmicos, especialmente árabes, por cada um dos crimes que são cometidos nos territórios ocupados palestinos e em Gaza", disse o imame sem entrar em detalhes.

O clérigo iraniano, membro da Assembléia de Especialistas, também comentou em referência a estes Governos que eram islâmicos "entre aspas" e pediu que se eles não têm "fé religiosa" que pelo menos mostrem ter consciência.

Além disso, criticou a Organização da Conferência Islâmica (OCI) por não unir os 57 países que a compõem para apoiar os muçulmanos palestinos. EFE msh-jfu/ma

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