Reunidos numa conferência em Teerã, os três chefes de Estado se comprometeram a combater extremismo

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Os presidentes do Irã, Afeganistão e Paquistão assinaram neste sábado uma declaração conjunta se comprometendo a trabalhar unidos na luta contra o terrorismo. A declaração foi assinada durante uma conferência de dois dias para discutir o combate ao terrorismo, que começou na capital iraniana, Teerã. Segundo informações veiculadas pela agência oficial iraniana, a Irna, os três países afirmam que vão cooperar para combater o extremismo.

O acordo também fala em evitar a interferência estrangeira, qualificando-a como uma "afronta ao espírito do islamismo". De acordo com a Irna, o presidente afegão, Hamid Karzai, criticou o uso do islamismo como pretexto para ataques de grupos extremistas. "O islamismo é religião da paz, calma e amizade, e os países islâmicos devem se unir para não deixar a grande civilização islâmica ser mal-utilizada por terroristas", disse Karzai.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinead, também criticou os grupos extremistas. Mas ele ressaltou que as causas do terrorismo estão na "pobreza, discriminação e humilhação" dos povos. Falando sobre os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, Ahmadinejad disse que a superpotência usou o incidente para invadir o Afeganistão e o Iraque. Para o líder iraniano, a ação americana só trouxe pobreza e atraso para os países afetados, causando inúmeras mortes e deslocamentos forçados.

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