Irã: Nokia Siemens reconhece a possibilidade de escutas telefônicas

A empresa de telecomunicações germano-finlandesa Nokia Siemens Networks admitiu nesta segunda-feira que as tecnologias vendidas ao Irã permitiriam a escuta de conversações telefônicas, mas negou que pudessem ser utilizadas para vigiar a Internet.

AFP |

A filial comum da Nokia e Siemens forneceu ao operador de telecomunicações iraniano TCI equipamentos de vigilância de telefonemas, como parte de um contrato concluído no segundo semestre de 2008, informou à AFP Ben Roome, porta-voz do grupo.

"(Esta) função permite a vigilância dos telefonemas e fazia parte de um contrato mais amplo durante nossa ampliação da rede de celulares no Irã", disse, afastando, no entanto, a possibilidade de espionagem na Internet.

Um apelo a um boicote da número um mundial da telefonia móvel, a finlandesa Nokia, circula na Internet, na qual é acusada de ter ajudado o Irã a grampear aparelhos e e-mails durante as recentes manifestações da oposição denunciando fraudes durante a eleição presidencial.

Os tumultos que se seguiram no país fizeram pelo menos 20 mortos no Irã, segundo as autoridades.

Segundo Roome, os dispositivos de escuta no Irã são semelhantes a outros utilizados na Europa.

A Nokia Siemens, oficialmente lançada em meados de 2007, ao final da fusão das atividades da Nokia e da Siemens, emprega 60.000 pessoas.

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