Irã nega ter feito contato com EUA sobre suposto complô

Departamento de Estado americano garante que reunião entre autoridades dos dois países foi realizada essa semana

iG São Paulo |

Um funcionário da missão do Irã na ONU negou na sexta-feira que Teerã tenha estado em contato direto com os Estados Unidos após as alegações de que estava por trás de um complô para matar o embaixador saudita nos EUA , informou a agência de notícias Mehr. "Não houve contato direto entre os dois países", disse à Mehr Alireza Miryousefi, funcionário encarregado dos meios de comunicação na missão do Irã na ONU.

O Departamento de Estado dos EUA disse na quinta-feira que tinha entrado em contato direto com o Irã sobre as alegações. Diante da negativa iraniana, a porta-voz americana Victoria Nuland reafirmou a existência da reunião. "Vou novamente confirmar que nós nos encontramos com os iranianos", disse a porta-voz do Departamento de Estado Victoria Nuland. "Eles sabem disso muito bem, e qualquer esforço da parte deles para negar isso mostra novamente o quão verdadeiros eles são sobre qualquer uma das questões nesse assunto", acrescentou.

Nuland tinha indicado inicialmente que a reunião aconteceu na quarta-feira, mas autoridades dos EUA mais tarde esclareceram que foi na terça-feira. A porta-voz se recusou a identificar os participantes ou o local da reunião.

Autoridades dos EUA disseram na terça-feira que tinham descoberto um complô de dois homens ligados a agências de segurança do Irã para matar o embaixador saudita Adel al-Jubeir, em Washington. Um deles, Manssor Arbabsiar, 56 anos, foi preso no mês passado, e acredita-se que o outro está no Irã. Eles foram acusados por uma corte federal de Nova York.

Barack Obama alertou o Irã que o país enfrentaria as sanções mais severas possíveis por conta do suposto complô. Autoridades disseram que Arbabsiar transferiu US$ 100 mil para uma conta bancária americana como pagamento pela tentativa de assassinato do saudita, o qual foi negociado com um informante disfarçado de traficante mexicano.

Desde o anúncio na terça-feira, o Departamento do Tesouro americano impôs sanções contra cinco homens, incluindo Arbabsiar, e contra a Mahan Air, a segunda companhia aérea mais importante do Irã, informou a BBC. Washington garante que a Mahan Air transporta secretamente membros das Forças Quds e do Hezbollah pelo Oriente Médio.

O Irã qualificou as acusações sobre o complô como uma "fabricação projetada" para criar tensões nas suas relações com seus vizinhos, que já estão sob pressão devido ao programa nuclear da República Islâmica.

O Irã e os EUA estão em desacordo sobre o polêmico programa nuclear de Teerã, que Washington e seus aliados temem destinar-se a fazer uma bomba nuclear. Teerã nega, dizendo que só quer gerar eletricidade. O suposto complô aumenta as tensões a um novo nível entre a administração Obama e o Irã.

Com Reuters

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