Irã nega envolvimento de ministro em atentado em Buenos Aires

O governo do Irã negou neste domingo qualquer envolvimento do novo ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, no atentado antissemita em Buenos Aires em 1994, alegando que a Argentina não apresentou uma razão válida para as acusações.

AFP |

"As autoridades argentinas podem dizer tudo o que quiserem, mas foram incapazes de apresentar em 15 anos uma razão válida ou convincente de uma envolvimento iraniano no atentado", afirmou o porta-voz da diplomacia iraniana Hassan Ghashghavi.

O atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires deixou 85 mortos e 300 heridos.

"Apesar de outros altos dirigentes iranianos terem sido acusados com Vahidi, as acusações eram tão infundadas que nenhum jurista honesto as aceitou", disse Ghashghavi.

A pedido da justiça argentina, a Interpol emitiu em 2007 um aviso de busca contra Ahmad Vahidi pela eventual participação no atentado.

Buenos Aires também emitiu ordens de prisão contra várias autoridades iranianas, incluindo o ex-presidente Akbar Hachemi Rafsanjani. Mas a ordem contra Rafsanjani foi rejeitada pela Interpol.

Vahidi afirmou neste domingo que sua nomeação como ministro, com amplo apoio dos deputados iranianos, "aniquila a propaganda" de Israel contra ele.

"A nomeação aniquila a onda de propaganda e de guerra psicológica lançada pelos sionistas", declarou o general Vahidi.

"Esta votação significa que o povo quer a consolidação de nossa defesa e o desenvolvimento de nossa força de dissuasão".

O Irã não reconhece Israel e o presidente do país, o ultraconservador Mahmud Ahmadinejad, faz com frequência declarações violentas contra o Estado hebreu.

fpn/fp

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