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Teerã, 30 dez (EFE).- O Irã negou hoje as informações surgidas na imprensa de que pretendia comprar 1,35 tonelada de pedra de urânio de forma clandestina no Cazaquistão.

"É uma informação falsa que faz parte da rede de polêmicas a serviço dos interesses políticos das potências imperialistas", afirmou a representação diplomática do Irã em Nova York, em comunicado divulgado hoje pela agência de notícias iraniana "Irna".

"Este tipo de esforço é vão e não poderá impedir que um país-membro e comprometido com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alcance seu propósito de fomentar um desenvolvimento permanente a favor do bem-estar de seu povo", disse.

A representação diplomática iraniana reagia, assim, a uma informação divulgada por uma agência de notícias americana denunciando esta suposta compra clandestina de urânio.

Grande parte da comunidade internacional, com os Estados Unidos à cabeça, acusa o Irã de esconder sob seu programa nuclear civil outro de natureza clandestina e aplicações bélicas, cujo objetivo seria a aquisição de armas atômicas, alegação que o regime iraniano nega.

A polêmica se intensificou no final deste ano, depois que o Irã solicitou combustível nuclear para seu reator civil em Teerã e rejeitou uma oferta dos Estados Unidos, França e Rússia para enviar ao exterior seu urânio a 3,5%, e recuperá-lo depois enriquecido a 19,5%.

O regime iraniano advertiu várias vezes que, se não recebesse o referido combustível nuclear, adquirirá o mesmo por seus próprios meios. EFE msh-jm/an

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