Irã não vai recuar em programa nuclear, diz presidente

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que seu país não vai recuar nem um pouco na crise gerada pela continuidade do programa nuclear. O povo iraniano é decidido, disse Mahmoud Ahmadinejad em um discurso a milhares de pessoas na cidade de Yasouj, que foi transmitido pela televisão.

BBC Brasil |

Segundo ele, os iranianos "não vão recuar nem um pouco frente às forças opressoras".

Enviados dos Estados Unidos, União Européia e ONU pediram ao Irã que dê uma posição definitiva a respeito de seu programa nuclear dentro de duas semanas ou deverá enfrentar novas sanções.

A reunião dos enviados em Genebra, ocorrida no sábado, marcou a primeira vez que autoridades americanas e iranianas se reuniram pessoalmente para discutir o polêmico programa nuclear do país.

Desafio
O correspondente da BBC em Teerã, Jon Leyne, lembrou que o presidente Ahmadinejad usa normalmente este tom desafiador em sua linguagem.

Mas Leyne lembrou também que esta foi a primeira vez que o presidente iraniano se pronunciou de forma mais enfática desde a última rodada diplomática, que tinha terminado com alguma esperança de um fim pacífico para a crise.

Especulou-se inclusive de que teria sido pedido ao presidente iraniano para suavizar sua retórica. Mas qualquer fase de moderação está encerrada, de acordo com Leyne.

"A nação iraniana escolheu seu caminho", afirmou Ahmadinejad.

Ahmadinejad elogiou a participação dos Estados na reunião de Genebra, descrevendo-a como um "positivo passo à frente", em direção ao reconhecimento do direito dos iranianos de adquirir a tecnologia nuclear.

O governo do país afirma que o programa nuclear e de enriquecimento de urânio tem fins pacíficos, mas os Estados Unidos e seus aliados acreditam que o programa poderia ser usado para desenvolver uma arma nuclear.

A continuidade das atividades nucleares iranianas desafia as exigências do Conselho de Segurança da ONU, para que o enriquecimento de urânio seja paralisado.

Diplomatas acreditavam que o Irã iria responder a uma oferta na qual a paralisação do programa de enriquecimento em seu nível atual teria como resposta a promessa dos países ocidentais de não aumentarem as sanções contra o país.

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