Irã não teme sanções do Conselho de Segurança da ONU

Nações Unidas, 4 mai (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que seu país não teme enfrentar novas sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e advertiu que sua adoção poria fim a uma possível aproximação entre Washington e Teerã.

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Nações Unidas, 4 mai (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que seu país não teme enfrentar novas sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e advertiu que sua adoção poria fim a uma possível aproximação entre Washington e Teerã. "Embora não desejemos que nos sancionem, também não as tememos", disse o líder iraniano em declarações à imprensa em Nova York após assistir na segunda-feira à inauguração da Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação (TNP). Além disso, ele ressaltou que "a experiência demonstrou que as sanções não podem deter à nação iraniana. Ela é capaz de resistir a pressão dos Estados Unidos e seus aliados". Para Ahmadinejad, a adoção de uma quarta rodada de sanções por parte do Conselho de Segurança colocaria fim à política de aproximação da República Islâmica anunciada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, após sua chegada à Casa Branca em 2009. Na sua opinião um "grupo de radicais" estaria pressionando Obama para passar "com rapidez do lema da mudança (nas relações com o Irã) para um ponto irreversível". Apesar ao enfrentamento com a comunidade internacional, Ahmadinejad descartou que seu país siga o exemplo da Coreia do Norte, que abandonou o TNP em 2003 e se transformou em uma potência nuclear. "Minha presença aqui significa que queremos que o TNP seja revisado, que se transforme em um sistema justo e seguiremos sendo membros ativos do Organismo Internacional para a Energia Atômica (AIEA) e do TNP, já que consideramos que a bomba atômica é a pior e mais horrorosa das armas", acrescentou. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia), além da Alemanha, negociam desde abril a redação de uma resolução que reforce o regime de sanções que pesa sobre o Irã. Estas potências consideram que se deve castigar de novo o regime iraniano por sua recusa em aceitar as propostas da AIEA para dissipar as dúvidas de que seu programa nuclear esconde ambições militares. EFE jju/pb

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