Irã não pediu detenção de dirigentes israelenses, diz Interpol

Paris, 2 mar (EFE).- A Interpol (Polícia internacional) desmentiu hoje que as autoridades iranianas tenham pedido a detenção de 15 dirigentes de Israel que o regime de Teerã acusa de crimes de guerra durante a última ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

EFE |

Em um breve comunicado, a organização qualifica de "errôneos" esta notícia, divulgada por alguns meios de comunicação.

A Interpol diz que não recebeu qualquer solicitação do Irã para que emita um alerta de detenção de responsáveis israelenses suspeitos de crimes de guerra na ofensiva lançada contra a Faixa de Gaza entre dezembro e janeiro.

Acrescenta taxativamente que nunca emitiu qualquer alerta desse tipo, nem a pedido do Irã nem de nenhum dos 187 países-membros da organização.

"A Constituição da Interpol proíbe estritamente a organização de qualquer intervenção ou atividade de caráter político, militar, religioso ou racial", afirmou.

A organização policial, com sede na cidade francesa de Lyon, emitiu esta declaração pouco depois de a agência iraniana "Irna" divulgar uma notícia na qual assegurava que Teerã tinha pedido à Interpol que detivesse 15 dirigerntes israelenses, entre eles o primeiro-ministro Ehud Olmert.

Mais de 1.500 pessoas - em sua maioria civis palestinos - morreram durante o ataque lançado pelo Exército israelense contra Gaza no final do ano passado, e que durou 22 dias. EFE pi/mh

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