Irã liberta jornalista sírio detido durante protestos

TEERÃ (Reuters) - O Irã libertou neste domingo um jornalista sírio que trabalhava para uma emissora de Dubai detido durante protestos contra o governo há duas semanas, informou o promotor-chefe de Teerã. Esse jornalista sírio foi liberado da prisão nesta manhã, disse o promotor-geral de Teerã, Abbas Jafari Dolatabadi, à agência semioficial de notícias Fars. A mesma autoridade havia dito no sábado que o Irã planejava a libertação do jornalista.

Reuters |

Oito pessoas foram mortas em conflitos entre forças de segurança e defensores do líder da oposição, Mirhossein Mousavi, durante o ritual xiita de Ashura em 27 de dezembro.

O site da oposição na Internet Rahesabz disse na quarta-feira que mais de 180 pessoas, inclusive 17 jornalistas e 10 apoiadores de Mousavi e alguns membros da seita Baha'i, foram presos após os protestos do dia 27 de dezembro.

Um diplomata europeu foi detido por 24 horas. Segundo informações de Dolatabadi neste domingo, o diplomata era sueco e foi libertado após sua identidade ter sido verificada.

Na sexta-feira, ele informou que cinco dos detentos que serão julgados como tendo ligação com os protestos contra o governo no mês passado eram membros da Organização Mujahideen do Povo do Irã (PMOI), um grupo exilado que se opõe ao sistema islâmico iraniano.

Segundo outro site da oposição no domingo, cerca de 30 "mães de luto", cujos filhos foram mortos ou ficaram desaparecidos nos tumultos pós-eleitorais no Irã, foram presas em um parque em Teerã no sábado onde se reúnem semanalmente.

(Reportagem de Reza Derakhshi)

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