A jornalista Roxana Saberi, condenada por espionagem no Irã e presa desde janeiro de 2009, foi libertada nesta segunda-feira de uma prisão do país, depois de a Justiça ter decidido reduzir sua sentença.

Reuters
A jornalista em foto de 2004
A jornalista em foto de 2004
Saberi, que tem nacionalidades iraniana e americana, tinha sido sentenciada a oito anos de prisão em abril. Ela alega ser inocente.

A sentença de prisão foi mudada de oito anos para uma sentença em suspenso de dois anos, que ela deve cumprir em liberdade. Saberi, de 31 anos, poderá deixar o país, mas foi proibida de trabalhar como jornalista no Irã durante oito anos.

Julgamento

A Justiça iraniana analisou o recurso da jornalista no domingo numa audiência que durou cinco horas, segundo o correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne. Na audiência, os advogados da jornalista apresentaram com detalhes o caso, que foi analisado por três juízes.

O primeiro julgamento, no qual ela foi condenada a oito anos, durou apenas uma hora e foi realizado a portas fechadas, de acordo com Leyne.

O caso da jornalista gerou repercussão internacional, e o presidente americano, Barack Obama, chegou a afirmar que estava "profundamente decepcionado" com a sentença imposta à jornalista.

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad também interveio no caso e disse que Saberi tinha o direito de se defender.

Vinho

Roxana Saberi já passou seis anos no Irã estudando e escrevendo um livro.Como jornalista, ela chegou a trabalhar para a BBC e também contribuiu para a NPR, a rede pública de rádio dos Estados Unidos, e para o canal de TV americano Fox News.

Originalmente, Saberi foi detida por ter comprado uma garrafa de vinho, considerado crime mais leve, e depois, por trabalhar como jornalista sem uma credencial válida.

No dia 8 de abril ela foi acusada de espionagem e, dez dias depois, julgada e condenada a oito anos de prisão por este crime. No dia 20 de abril, ela iniciou uma greve de fome que durou duas semanas.

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