Irã liberta funcionário de embaixada britânica

O governo do Irã libertou, neste domingo, o último dos nove funcionários da embaixada da Grã-Bretanha no país que haviam sido presos sob a acusação de envolvimento nos protestos que se seguiram às eleições presidenciais de 12 de junho. Segundo o advogado do acusado, a libertação teria ocorrido após o pagamento de uma fiança.

BBC Brasil |

O homem, identificado pela imprensa iraniana como Hossein Rassam, atuava como analista político chefe da embaixada e fazia parte da equipe de funcionários iranianos da representação diplomática.

Em entrevista ao canal de TV estatal iraniano Press TV, o advogado do acusado, Abdolsamad Khorramshahi, afirmou que o funcionário da embaixada foi libertado após o pagamento de uma fiança de cerca de US$ 100 mil.

De acordo com a imprensa estatal iraniana, ele foi detido no último dia 27 de junho e teria sido acusado de incitar protestos contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

O funcionário da embaixada deve ir a julgamento em breve.

Durante a crise que se seguiu às eleições presidenciais no país, as autoridades iranianas acusaram, por diversas vezes, governos estrangeiros â¿ principalmente a Grã-Bretanha e os EUA â¿ de interferência nos assuntos internos do país.

Os protestos tiveram início após os candidatos oposicionistas, principalmente Mir Hossein Mousavi, terem levantado acusações de fraude durante o pleito.

O Conselho de Guardiões, órgão que monitorou as eleições, no entanto, rejeitou as acusações.

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