Teerã, 28 jul (EFE).- O porta-voz da comissão de segurança nacional e política externa do Parlamento iraniano, Kazem Jalili, informou hoje sobre a libertação de 140 pessoas que tinham sido detidas durante as manifestações de protesto contra o resultado das eleições presidenciais de 12 de junho.

Jalili, citado pela agência de notícias iraniana "Ilna", disse que estas pessoas foram liberadas sob pagamento de fiança, o que quer dizer que foram processadas.

O parlamentar iraniano, que rejeitou que, entre os libertados, estão importantes personagens políticos, acrescentou que "os libertados eram aqueles com as acusações mas leves".

Jalili desmentiu também que a libertação destas pessoas tenha sido motivada pela visita do comitê especial do Parlamento à prisão de Evin, em Teerã.

Além disso, um membro do Parlamento islâmico do Irã afirmou hoje que cerca de 30 pessoas, "no máximo", podem ter morrido nas manifestações de protesto.

O vice-presidente da comissão jurídica do Parlamento do Irã, Farhad Tajari, disse à "Ilna" que "ainda não há dados concretos das pessoas que morreram e, sobre o número dos detidos, também não temos dados concretos, mas, com toda segurança, o número não ultrapassa as mil pessoas".

As autoridades iranianas afirmavam até agora que 20 pessoas morreram e milhares foram detidas "nos distúrbios". EFE msh/an

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