Irã julgará nesta semana sete detidos no dia da Ashura

Teerã - Os tribunais iranianos julgarão nesta semana sete pessoas acusadas de provocar e participar dos confrontos entre a Polícia e os grupos da oposição durante a festa sagrada de Ashura, informou neste sábado o Procurador-geral Abbas Jaafari Dolatabadi.

EFE |

Em declarações divulgadas pela agência de notícias "Ilna", o promotor afirmou que a ata já foi aberta e que a audiência começará entre no domingo e a terça-feira.

"A investigação ainda continua e outros detidos serão processados no futuro. O Judiciário fará frente com firmeza aos arruaceiros e os que insultaram os valores da Revolução Islâmica", acrescentou.

O Irã está imerso em uma profunda crise política e social desde que em junho o presidente, Mahmoud Ahmadinejad, conquistou a reeleição em um polêmico pleito cujo resultado a oposição classificou de "fraudulento".

Na semana passada, a situação se agravou depois que pelo menos oito pessoas, segundo números oficiais, morreram em confrontos no dia de "Ashura", a festa mais sagrada do calendário religioso xiita.

Durante os protestos, reprimidos com violência, 500 pessoas foram detidas - 300 permanecem presas -, entre estas mais de dez ativistas da oposição.

O Ministério de Inteligência acusou pelos distúrbios os grupos "antirrevolucionários" e os "estrangeiros" e a Polícia reiterou que a partir de agora atuará com dureza e sem contemplações.

Vários aiatolás dos setores mais duros do estamento religioso advertiram os líderes da oposição que se não pedirem desculpas serão acusados de "Mohareb" (inimigos de Deus), um delito que a jurisprudência islâmica iraniana castiga com pena de morte. EFE jm/dm

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