Irã: Iraque não pode terminar igual a terrritórios palestinos

Teerã, 4 mai (EFE).- O presidente do Parlamento iraniano, Gholam Ali Haddad-Adel, pediu hoje aos muçulmanos que não permitam que o Iraque se torne igual aos territórios palestinos, e denunciou o que chamou de ataques dos Estados Unidos e da Europa contra o mundo islâmico.

EFE |

"A América está atacando o mundo islâmico através da invasão militar, enquanto a Europa o está fazendo através de ataques culturais, insultando as santidades islâmicas sob o pretexto da liberdade de expressão", disse Adel.

Adel expressou esta postura em reunião com o ministro de Assuntos Exteriores iemenita, Abu Bakr al-Qirbi, que está em Teerã para uma conferência sobre a aproximação entre as distintas divisões do Islã, especialmente a sunita e a xiita, na qual participam sábios e intelectuais de 45 países.

Adel, um dos principais aliados do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, fez referência às charges de Maomé, publicadas por vários jornais dinamarqueses, assim como ao documentário crítico ao Corão do político holandês Geert Wilders.

O Irã é acusado pelos EUA e por autoridades iraquianas de intervir nos assuntos internos do Iraque, e de estar envolvido no conflito sectário no país através da ajuda, com armas, a milícias radicais xiitas iraquianos.

Além disso, várias autoridades iemenitas acusam instituições religiosas radicais do Irã de apoiar os rebeldes xiitas que desde 2004 enfrentam o Exército do Iêmen na província de Sa'adah, na fronteira com a Arábia Saudita. EFE msh/gs

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