As autoridades iranianas proibiram quase todas as cerimônias em memória do grande aiatolá dissidente Hosein Ali Montazeri, morto na semana passada, anunciou nesta quinta-feira o site dos parlamentares iranianos da oposição reformista.

Segundo o site Parlemannews.ir, a proibição foi estabelecida todo o país, com excessão das cidades de Qom, onde Montazeri morava, e Najafabad (centro), onde nasceu.

A proibição não foi anunciada oficialmente, mas já provocou o cancelamento de várias manifestações em memória do aiatolá dissidente.

Os funerais de Montazeri levaram milhares de pessoas às ruas de Qom (sul de Teerã) na última segunda-feira, e terminaram com um grande protesto contra o governo do presidente Mahmud Ahmadinejad.

Na quarta-feira, mais de 50 pessoas foram detidas e várias ficaram feridas em enfrentamentos com a polícia iraniana, que reprimiu uma cerimônia em memória de Montazeri em uma mesquita de Ispahan (centro), segundo sites da oposição.

Montazeri foi o sucessor designado do fundador da República Islâmica em 1979, o aiatolá Khomeini, mas em 1989 caiu em desgraça devido às críticas que fez contra o endurecimento progressivo do regime. Nos últimos meses, foi uma das principais figuras a denunciar fraudes na reeleição de Ahmadinejad.

bur-lma/ap

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