Irã: fiéis de religião proibida são detidos

Varios baháís - fiéis de uma religião proibida no Irã - foram detidos pelo papel que teriam desempenhado na organização das recentes manifestações da oposição, declarou o procurador geral de Teerã, Abas Jafari Dolatabadi, citado nesta sexta-feira pela agência de notícias Irna.

AFP |

"Foram detidos porque desempenharam um papel na organização das recentes manifestações na festa de Ashura (27 de dezembro)", declarou Dolatabadi, sem precisar o número de detidos.

"Não foram detidos por serem bahá'ís. Quando o processo estiver completo será posto à disposição do tribunal revolucionário para serem julgados", acrescentou.

Segundo o procurador geral, "foram encontradas armas e munições de guerra no domicílio de alguns deles".

A fé bahá'í, que conta com 300.000 adeptos no Irã, nasceu nesse país em 1863. Consideram que Bahaulá, nascido em 1817, é o último profeta enviado por Deus, enquanto que para os muçulmanos o último profeta é Maomé.

Segundo um site bahá'í, desde 1979, o governo de Irã busca privar sua maior minoria religiosa do direito a uma educação formal completa; especificamente, a República Islâmica do Irã tem por mais de 25 anos bloqueado 300.000 membros da Comunidade bahá'í de acesso ao ensino superior, recusando a admissão de jovens bahá´ís em universidades e faculdades.

Além disso, há ainda um quadro mais amplo de perseguições à comunidade bahá'í iraniana, que inclui execuções arbitrárias, prisões injustificadas, confisco de bens, e restrições severas quanto à liberdade de exercer, mesmo internamente, práticas religiosas e manter operantes instituições administrativas.

Desde a instalação da atual República Islâmica do Irã, mais de 200 bahá'ís foram mortos, centenas presos, e milhares tiveram suas propriedades ou negócios confiscados, despedidos de seus trabalhos, e/ou cortadas suas aposentadorias. Locais sagrados foram destruídos.

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