Irã faz nova ameaça de execução a manifestantes

TEERÃ - O ministro do Interior iraniano alertou manifestantes da oposição nesta terça-feira que correm risco de execução como inimigos de Deus caso prossigam os protestos antigoverno. O Ministério de Relações Exteriores disse também que os estrangeiros detentos serão punidos.

Reuters |

O ministro Mostafa Mohammad Najjar fez a mais recente ameaça após o Ministério de Inteligência ter afirmado na segunda-feira que diversos estrangeiros envolvidos em uma "guerra psicológica" contra a República Islâmica foram presos no dia 27 de dezembro na mais sangrenta manifestação desde a reação popular contra a eleição presidencial do dia 12 de junho.

A oposição acusou fraude nas eleições para assegurar a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. As autoridades negam tais acusações, dizendo que são parte de uma conspiração planejada pelo Ocidente para derrubar o regime islâmico.

Oito pessoas morreram em conflitos entre as forças de segurança e partidários do líder da oposição, Mirhossein Mousavi, no dia do luto de Ashura. Mais de 40 líderes reformistas, inclusive quatro conselheiros de Mousavi, foram presos desde o incidente.

"Após Ashura, qualquer um que participar de protestos será considerado um 'mohareb' (travando guerra contra Deus) e um inimigo da segurança nacional", disse Najjar, segundo a agência oficial de notícias IRNA.

Apesar das advertências, a oposição não demonstrou nenhuma intenção de recuar e protestos de rua continuaram esporadicamente nos seis meses que seguiram a eleição.

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