Irã executa três acusados de envolvimento em atentado a mesquita

As autoridades do Irã executaram neste sábado três homens acusados de envolvimento em um atentado a bomba a uma mesquita que matou 25 pessoas. De acordo com a mídia estatal iraniana, os três foram enforcados em público perto do local onde fica a mesquita, na cidade de Zahedan, no sudeste do país.

BBC Brasil |

As autoridades disseram que os homens foram presos antes do atentado, realizado na quinta-feira, por contrabandear do Paquistão material para a fabricação de bombas, e admitiram ter fornecidos os explosivos usados no ataque à mesquita.

Um grupo sunita assumiu a autoria do ataque segundo a TV árabe Al-Arabiya, dizendo que o alvo era um encontro secreto da polícia de elite iraniana, a Guarda Revolucionária, que ocorria dentro da mesquita.

Zahedan é uma cidade predominantemente sunita em um país de maioria xiita. Ela é a capital da província do Sistão-Baluquistão. A província, próxima da fronteira com o Paquistão e uma das mais pobres do Irã, abriga refugiados que chegaram do Afeganistão e é palco de frequentes choques entre militantes radicais, forças de segurança e traficantes de drogas.

Mas as autoridades iranianas acusaram os homens de agirem como mercenários dos Estados Unidos.

O governo americano condenou o ataque e negou qualquer envolvimento. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, disse que seu país não apoia nenhum tipo de terrorismo no Irã.

A tensão vem aumentando no Irã em antecipação às eleições presidenciais do dia 12 de junho.

O correspondente da BBC em Teerã, Jon Leyne, disse que a rapidez das execuções tem o objetivo claro de dissuadir ações semelhantes. A agência de notícias oficial, contudo, afirmou que os acusados tiveram direito a advogados e que o processo judicial regular foi seguido.

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